EVENTOS GASTRONÓMICOS TROUXERAM A BAIÃO MAIS DE 60 MIL PESSOAS
Uma dos visitantes foi António Ribeiro, de Guimarães, que a meio da tarde de 26 de Julho chegou ao recinto atraído pelas notícias que viu na imprensa. "Aqui em Baião vi uma reacção e uma forma de estar que não é muito habitual. As pessoas estão muito à vontade e muito alegres, o ambiente é óptimo", disse-nos antes de começar uma refeição regada com vinho de Baião. De resto, as vendas do vinho verde local - à venda num stand instalado no recinto e servido nos restaurantes da feira - ultrapassaram as 4100 unidades. Outra das bebidas mais servidas no evento foi o sumo de Laranja da Pala: no total foram transformadas em sumo mais de 1200 quilos de laranja. Meia tonelada foi quanto se vendeu tanto de Biscoito da Teixeira como de Broa de Milho. As responsáveis pelos Licores de Baião, que marcaram presença pela primeira vez no certame, consideraram muito positiva a presença no evento, onde registaram vendas na ordem das trezentas unidades. No stand de promoção do município de Baião os produtos mais procurados foram as famosas Bengalas de Gestaçô, as canecas com o lema "Baião - Vida Natural" e os postais com as imagens mais emblemáticas do concelho que liga o ponto mais alto da Serra do Marão à Albufeira do Douro.
FOLCLORE INTERNACIONAL
Da animação do festival fizeram parte as bandas do concelho de Baião, vários grupos de zés-pereiras, de concertinas e o grupo de música ligeira constituído pelos trabalhadores da Câmara de Baião. A tarde de Domingo, porém, foi dominada pelo Folclore. Este ano, para além dos ranchos de Baião e da região, subiram ao palco grupos da Eslováquia e de Taiwan. Os primeiros quase pareciam um grupo de circo, destacando-se pelas acrobacias em palco, enriquecidas com belos cânticos no seu idioma de leste.
Os segundos, caracterizados com penas e trajes garridos, marcavam o ritmo com a ajuda de dois pequenos paus e terminaram a actuação com uma grande faixa com caracteres que a assistência identificou como sendo chineses. "Nos não gostamos de folclore mas estes grupos são muito giros. Gostamos dos trajes e da forma de cantar", dizem Ana Teixeira e Joana Costa, duas amigas de 15 anos de Baião e do Marco de Canaveses, respectivamente. Por sua vez Maria Margarida, oriunda do lugar de Feira Nova, também no Marco, está pela segunda vez no Festival do Anho Assado e gostou especialmente do grupo de folclore eslovaco. "São muito bons, nunca tinha visto nenhum grupo estrangeiro. Para o ano estou cá outra vez", confessa, com risos.



